Outubro 23, 2026
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O Windows prepara-se para uma nova fase da inteligência artificial

A inteligência artificial integrada nos computadores pode funcionar de diferentes formas. Alguns modelos são executados diretamente no dispositivo, enquanto outros recorrem a servidores remotos para processar pedidos mais exigentes.

A Microsoft apresentou, a 7 de outubro de 2026, uma estratégia para combinar estas duas abordagens no Windows, numa visão que a empresa designa por hybrid intelligence, ou inteligência híbrida.

A ideia é permitir que o sistema escolha onde executar cada tarefa, tendo em conta as necessidades de processamento, os recursos disponíveis e os requisitos de segurança.

Algumas tarefas poderão ser executadas no próprio computador

A execução local de modelos de inteligência artificial pode trazer vantagens em determinadas situações. Dependendo do modelo e do equipamento, poderá reduzir a necessidade de enviar informação para serviços externos e diminuir a dependência de uma ligação constante à Internet.

Por outro lado, a utilização da nuvem permite recorrer a sistemas mais poderosos quando o computador não dispõe de capacidade suficiente para executar determinada tarefa.

A estratégia apresentada pela Microsoft procura combinar estas possibilidades, em vez de depender exclusivamente de uma das abordagens.

A empresa pretende também permitir que o Copilot utilize contexto disponível no computador e execute determinadas ações em nome do utilizador. Estas capacidades fazem parte da evolução anunciada e não devem ser interpretadas como funcionalidades já disponíveis em todos os equipamentos.

Mais controlo sobre os assistentes digitais

Quanto mais tarefas um assistente consegue executar, maior é a importância de controlar os seus acessos.

Um sistema de inteligência artificial que pode interagir com ficheiros, aplicações e outros recursos precisa de limites claros para evitar operações não autorizadas ou o acesso a informação que não deveria consultar.

Neste contexto, a Microsoft destacou os Microsoft Execution Containers, mecanismos destinados a isolar a execução de determinadas tarefas. A empresa indicou que estes componentes já estavam disponíveis de forma geral no Windows na data do anúncio.

A estratégia inclui ainda mecanismos de identidade, gestão e controlo, sobretudo relevantes para organizações que precisam de supervisionar a utilização de agentes de inteligência artificial.

O que poderá mudar na utilização diária?

A Microsoft também destacou novas ações associadas à pesquisa do Windows, que poderão permitir executar determinadas tarefas diretamente a partir da barra de tarefas.

A longo prazo, esta abordagem poderá transformar o computador num ambiente em que o utilizador não precisa de abrir manualmente cada aplicação para iniciar um trabalho. Em vez disso, poderá pedir ao assistente que organize informação ou execute uma sequência de operações compatíveis com as permissões disponíveis.

O resultado dependerá da integração entre o Windows, os modelos de inteligência artificial, as aplicações e o equipamento.

As novidades já estão disponíveis em Portugal?

O anúncio de 7 de outubro apresenta uma estratégia tecnológica e várias capacidades associadas, mas não significa que todas as funcionalidades estejam imediatamente disponíveis para todos os utilizadores.

A disponibilidade dependerá dos componentes envolvidos, das atualizações, do equipamento e das condições de cada produto.

A Microsoft não apresentou nesse anúncio um calendário único para a disponibilização de todas as capacidades em Portugal. Por isso, os utilizadores deverão distinguir as funcionalidades já disponibilizadas das que ainda fazem parte da evolução prevista para o Windows.

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